
Para Bueno, neste momento há duas situações agravantes: uma é a falta de fretes devido à queda na movimentação econômica e a outra o crescimento desproporcional da frota. “O aumento expressivo no número de caminhões lançados no mercado foi mais intenso a partir de 2012, justamente no período em que houve uma retração do PIB, causando, em grande parte, a crise pela qual passa o setor, com endividamento estimado em 40 bilhões de reais, de acordo com levantamentos feitos pelo setor de transporte. Os programas de incentivo para a compra de caminhões novos, como o Finame e Procaminhoneiro, serviram apenas para incrementar as vendas dos fabricantes e não voltados para a renovação da frota”, explicou Bueno.
Em relação às expectativas, Bueno acredita que se a crise for estancada pelas ações econômicas do Governo, a recuperação não será imediata e será preciso aguardar mais um ano para ver o Brasil crescer novamente. Enquanto isso, ainda de acordo com Bueno, o motorista deve administrar ao máximo as suas despesas e não se afundar num precipício de viagens com fretes sem rentabilidade alguma, pois a partir do momento que ele fizer isso, terá que apelar para os juros exorbitantes de cheque especial até começar a ter que se desfazer do seu patrimônio. “ E, o mais importante, o motorista tem de fazer valer os direitos já conquistados, como o pagamento do vale-pedágio e das diárias sobre estadia entre outros”, finalizou.





