Embora não existam dados oficiais sobre o número de carroceiros que circulam diariamente na cidade de São Paulo, a quantidade vem crescendo consideravelmente nas avenidas paulistanas. Os carroceiros trafegam geralmente na contramão das vias e nas faixas exclusivas dos ônibus, tornando constantes os riscos de acidentes e atropelamentos, além de congestionarem ainda mais o tráfego de veículos. “Como não há regulamentação governamental, esses cidadãos conduzem carroças montadas de modo precário, com diversos itens pendurados, sem nenhuma sinalização e ainda no horário de pico de tráfego da cidade”, comenta o psicólogo Salomão Rabinovich, clínico-hospitalar diretor do Cepat (Centro de Psicologia Aplicada ao Trânsito) e presidente da Avitran (Associação das Vítimas de Trânsito). A solução para o problema, segundo Rabinovich, é mobilizar a sociedade no intuito de promover uma revolução cultural, que contemple o exercício pleno de cidadania e o voto consciente, para aperfeiçoar o processo político de escolha dos governantes e contornar a crise de credibilidade atual.