Realizada em julho de 1976, a primeira Feira do Carreteiro, chamada de Semana do Carreteiro, reuniu mais de 5.000 caminhões.

O evento foi realizado em Guaratinguetá/SP, que na época ficou conhecida como a “cidade amiga do caminhoneiro”. “Eles ficaram tão agradecidos, que acabaram criando uma nova moda na Via Dutra. Ao passar pela entrada da cidade – se for de dia – cada caminhoneiro dá três buzinadas longas. Se for de noite, ele acende o farol três vezes. Isso é para homenagear as três garças brancas que fazem parte da bandeira de Guaratinguetá e agradecer a festa”, dizia o texto publicado na edição nº 37, de 1976, da Revista O Carreteiro.

Na ocasião o prefeito da cidade, Walter de Oliveira Mello, fez um discurso valorizando a profissão do motorista de caminhão. “A Semana do Carreteiro é uma coisa muito pura, ela exalta a criatura humana, que é o carreteiro brasileiro. Realmente muita pouca gente se lembrou, através do tempo, de fazer alguma coisa por esse homem.

 

 

 

 

Nós estamos descobrindo um novo mundo de gente e eles são altamente responsáveis – muito mais do que as pessoas pensam – pelo progresso desse País. Sua importância na nossa economia é indiscutível”.

 

Outro fato interessante nesta primeira Semana do Carreteiro foi a venda de seis caminhões Scania L111. A responsável pelo negócio foi a concessionária Codema, que estava na festa representando a fábrica. “A intenção no evento era apenas demonstrar o produto, porém apareceram caminhoneiros interessados em fechar o negócio”, afirmou um profissional da concessionária.

A Codema não foi a única a comercializar produto. A Munck também tinha ido lá só para demonstrar seu produto, e acabou vendendo um guindaste “Guindauto” para um caminhoneiro.