Trecho da BR-319 em Humaitá (AM), próximo à divisa com Rondônia Foto: Pesquisa CNT de Rodovias/Divulgação

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) apresentou o estudo Plano CNT de Transporte e Logística 2018, que apontou propostas para solucionar problemas e promover avanços na infraestrutura em todos os modais de transporte do país, com aporte mínimo necessário de R$ 1,7 trilhão, diluídos em mais de 2.663 projetos.

Na reportagem, vamos focar apenas na infraestrutura rodoviária que, segundo o estudo, necessita de R$ 568 bilhões do montante acima.

Em 2017, a extensão total das rodovias brasileiras era de 1.720.700,61 km, a maior
parte não pavimentada – 1.349.938,5 km (78,5% do total) –, seguida das pavimentadas –213.452,8 km (12,4% do total) –, e das planejadas – 157.309,3 km (9,1% do total).

Dentre as rodovias pavimentadas, 30,7% (65.614,5 km) são federais, enquanto as demais 69,3% (147.838,3 km) são estaduais transitórias, estaduais ou municipais.

A malha rodoviária pavimentada federal teve um crescimento de 8,5% entre 2007 e 2017,
totalizando 65.614,5 km de extensão. Entretanto, o crescimento é considerado pouco expressivo pois, considerando outros fatores que influenciam o aumento da demanda
de transporte, como o crescimento do PIB, que de, 2007 a 2017, apresentou um aumento
de 141,2%, assim como a evolução da frota de veículos, que quase duplicou no mesmo
período.

Entre 2007 e 2017, o número de veículos no país passou de 49,6 milhões para 97,1 milhões – um aumento de 95,6%. Somente no ano de 2017, foram fabricados 2,7 milhões de veículos no Brasil, dos quais 84% foram automóveis, 12,1%, veículos comerciais leves, 3,1%; caminhões e 0,8%, ônibus.

Queda no investimento

Segundo dados do estudo, o auge de investimento na malha rodoviária brasileira se deu entre as décadas de 1960 e 1980. Modal predominante, o transporte rodoviário teve 61,1% de participação no transporte de cargas no país.

O licenciamento de veículos rodoviários de carga – caminhões, caminhões-tratores, reboque e semirreboques – teve um crescimento, entre 2007 e 2017, de 78,9%, o que mostra um aumento da demanda pelos serviços de transporte rodoviário e um consequente aumento da pressão sobre a infraestrutura rodoviária.

Apesar desse crescimento, a idade média da frota de caminhões no Brasil ainda é muito elevada. Em 2018, a idade média dos veículos registrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) é de 16,3 anos para os transportadores autônomos e de 9,4 anos para as empresas.