Experiência, cursos especializados, responsabilidade e atenção são alguns dos requisitos básicos para um transporte seguro de produtos químicos, explosivos e combustíveis, entre outros. Diante desta situação, a realização de ações de prevenção, programas comportamentais, investimentos em renovação de frota, manutenção sistemática dos equipamentos e fiscalização ganham importância nesse tipo de transporte.

Um acidente envolvendo produto perigoso resulta em custos muito além dos diretos e mensuráveis de um incidente como perdas de equipamentos, produtos, horas/homem de trabalho, destinação de resíduos, multas e etc. Mortes, incapacidade para o trabalho, consequências morais para os trabalhadores e familiares, imagem da indústria química e da transportadora, dimensões dos impactos ambientais, desprestígio social e credibilidade e problemas com as autoridades são alguns dos custos indiretos e menos óbvios que um acidente com este tipo de carga pode causar.

caminhãoRecentemente, em Alagoas, órgãos federais e estaduais do Estado realizaram na BR-101, em São Miguel dos Campos, uma fiscalização intensiva aos veículos que transportam produtos perigosos. O trabalho faz parte do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P2R2), composto pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL), Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde do Estado, dos órgãos ambientais IBAMA e IMA, e da Defesa Civil – coordenadora das ações.

Foram fiscalizados o documento obrigatório, certificado do Curso de Movimentação Operacional de Produtos Perigosos (MOPP) do motorista, Certificado de Inspeção de Produtos Perigosos (CIPP), ficha de emergência, simbologia adequada para transporte do produto, além dos equipamentos de proteção individual (EPI) e kit de emergência são obrigatórios. Do total de 40 veículos abordados foram emitidas cerca de 20 autos de infração. Nos casos de irregularidades em veículos carregados, tanto o transportador quanto o exportador responderam solidariamente, duplicando-se o número de multas.  O objetivo da fiscalização e do trabalho integrado do P2R2 é minimizar os riscos de acidentes de trânsito, preservando a vida e evitando danos ao meio ambiente.

As principais irregularidades encontradas no transporte de produtos perigosos estão relacionadas à má conservação dos veículos. Muitos deles, segundo a assessoria da concessionária, possuem trincas no chassi, falta da proteção da lona de freio, falta de parafusos e/ou parafusos soltos, porcas das rodas, vazamentos de óleo de motor ou diferencial, entre outros. Outras estão diretamente ligadas a pneus sem condições de trafegar (desgastados, soltando banda de rodagem, cortes nas bandas ou nas laterais).

Durante as inspeções é comum também a verificação da falta e/ou má conservação dos equipamentos de segurança (kits de emergência, placas de perigo, cones, fitas zebradas, entre outros itens obrigatórios), e ainda, a iluminação do veículo (lanterna, setas, pisca-alerta) inoperante. Existem também, casos de lacre de placa rompido e documentação irregular.

Entre as medidas de segurança para este tipo de transporte estão o treinamento do motorista, documentação com dados sobre a classificação da carga, kit de emergência, caminhão em boas condições de manutenção e externamente sinalizado com placas indicativas para mostrar o produto (ou produtos) que carrega e seus riscos.