Para impedir a aprovação do Projeto de Lei 279/2008, que propunha a prorrogação dos contratos de concessão de rodovias do Rio Grande do Sul, com cinco anos de antecedência e baixo nível de investimentos, lideranças estão se mobilizando, pois explicam que o transporte de cargas teria uma elevação de 43% nas tarifas, a partir de 2010.

Após a realização de uma Assembléia Extraordinária com os associados, o SETCERGS, em parceria com a FETRANSUL, contratou mídia nas principais emissoras de rádio do Rio Grande do Sul, apoiou e promoveu manifestações em diversas cidades do interior, além de ter organizado uma grande passeata de caminhões no Centro e principais avenidas de Porto Alegre.

Na área política foram feitas reuniões em Brasília/DF, onde chamou a atenção do Governo Federal e da ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestes) sobre as ilegalidades do projeto de lei. Na Assembléia Legislativa foram realizadas reuniões com as bancadas dos partidos políticos visando sensibilizá-los sobre as inconveniências da proposta. As entidades empresariais do  comércio e indústria do RS foram instadas a interceder junto ao Governo Estadual para que retirasse o regime de urgência que estava proposto neste projeto, permitindo uma discussão mais detalhada dos problemas nele existentes.

Na tarde da última quinta-feira (11/12), enquanto o presidente da FETRANSUL, Paulo Caleffi,  o vice-presidente de Logística do SETCERGS, José Carlos Silvano, e o diretor do SETCERGS, Frank Woodhead, mantinham contato com o presidente da FARSUL, Carlos Sperotto, soube-se que diante do parecer contrário ao PL 279, emitido pelo Governo Federal, a governadora Yeda Crusius resolveu retirar o projeto.

Na avaliação do presidente do SETCERGS, Sérgio Neto, a mobilização das entidades do setor foi fundamental para que o projeto não tenha sido aprovado. No entanto, adverte que o assunto não deverá se encerrar neste episódio, devendo voltar à discussão em 2009, provavelmente com novas argüições. \”Devemos manter nossa mobilização e estudar novas formas de enfrentamento ao problema. Sérgio Neto ressalta que o pedágio é uma das soluções para a infra-estrutura rodoviária, mas as tarifas precisam ser módicas e os projetos devem ir ao encontro das necessidades do setor. Este não é o caso das atuais concessões do RS, mesmo com as melhorias acenadas pelas concessionárias\”, finaliza ele.