A falta de visibilidade provocada pela neblina, fenômeno natural comum durante o inverno, é um dos principais fatores que contribui para a ocorrência de acidentes. Especialistas do Centro de Prevenção a Acidentes (CEPA) acreditam que neste período do ano há um aumento significativo no número de colisões e orientam os motoristas a se prevenirem. O gerente de consultoria do CEPA, Dennys Riper, explica que os engavetamentos ocorrem geralmente por erro ou imprudência de um ou mais motoristas. Porém a presença de neblina amplia o risco e deve ser advertido e controlado pelos próprios usuários. É preciso aumentar o grau de atenção mental e visual ao dirigir em vias rápidas em geral. Riper afirma que nestas áreas, o condutor deve observar e agir com suficiente antecipação a fim de reduzir riscos. “Se a condição de visibilidade não permite visualizar claramente a linha de divisão de fluxos no mesmo sentido (faixa da esquerda), o condutor deve interromper sua viagem. Recomendamos procurar um local seguro para estacionar o veículo e aguardar uma melhora nas condições de visibilidade. Lembre-se que o acostamento não é um local seguro para estacionar o veículo nessas condições”, acrescenta. Quanto ao uso dos faróis altos, Riper chama a atenção e explica que pode prejudicar ainda mais a visibilidade no caso de neblina. Por sua altura e intensidade, o faro alto reflete nas gotículas de água em suspensão que formam o nevoeiro. O ideal, ainda de acordo com Riper, é dispor de autênticos faróis de neblina pois sua altura máxima de 30 cm acima da pista oferece maior eficácia se comparado ao farol baixo – que devem ser utilizados sempre principalmente neste caso, pois tão importante quanto ver é ser visto pelos demais usuários.
Recomendações:
• Observar a condição do trânsito e estimar o espaço livre disponível à sua frente; • Ligar os faróis baixos e de neblina imediatamente (se é que ainda não os utiliza sempre ligados ao dirigir por estradas e rodovias); • Ficar atento a distância dos veículos que trafegam à frente e atrás; • Reduzir a velocidade lenta e progressivamente, evitando frenagens bruscas, antes de se aproximar da área com visibilidade reduzida; • Conferir o espaço disponível à frente e reduzir a velocidade conforme necessário para manter um espaço de segurança frontal; • Guardar um espaço frontal livre em que seja possível enxergar claramente uma extensão de pista igual à metade do valor da sua velocidade de circulação, por exemplo, a 30 Km/h a distância de segurança frontal deve ser de no mínimo 15 metros.
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