O novo design do Actros já dá sinais de que ele foi inteiramente renovado. Seu desenho externo com a grade destacada e as aletas laterais de grande dimensão são específicas de um caminhão que nasceu para rodar em longas distâncias. O ambiente interno, com uma separação clara entre o local de trabalho e a área de descanso também confirmam isso.

O espaço a bordo é igual para todas as versões de cabine, e para se ter ideia, a versão leito teto alto tem 2.500 mm de largura, sendo o piso plano padrão. Isso possibilitou adicionar ao caminhão mais compartimentos em relação ao antecessor ou ao atual Actros ainda à venda no Brasil.

Em comparação ao Actros antecessor, o consumo, segundo a engenharia da marca, pode chegar a ser 7% inferior. E a novidade está na variada opção de motores: de 360 cv a 510 cv combinada também à terceira geração do câmbio automatizado PowerShift 3 como item de série, cujo diferenciais, se comparado ao Actros atual no Brasil, estão nas engrenagens mais dinâmicas e nos novos programas de direção que foram adicionados, com objetivo de reduzir consumo de combustível e dar mais aproveitamento à direção.

Os novos Actros terão as seguintes versões: 2042 LS/37 – 2042 L/46; 2048 LS/37; 2636 LS/33 – 2645 LS/33; 3342 S/36 e 2651 LS/40.

Arocs para todo o tipo de terreno

Nascido nas configurações 6×4, 8×4 e versões com tração integral, o Arocs será a novidades para as pistas off-roads, com a vantagem de ter CMT para até 250 t. Eles serão denominados 3342 K/36 com motor de 421 cv a 1.800 rpm, 4136 B/42 de 360 cv a 1.800 rpm, e 4845 K/48 que desenvolve 449 cv a 1.800 rpm.

O motor, a caixa de câmbio e os eixos são produzidos pela Mercedes-Benz, sendo a transmissão a mesma utilizada no novo Actros, que é a PowerShift 3 com motores de 13 litros e 6 cilindros em linha que partem de 240 cv até 460 cv.

É um trator desenvolvido e construído expressamente para movimentar cargas de extremo volume e peso. O Arocs contribui para uma operação particularmente lucrativa com seus austeros motores Euro V, a longa vida útil de numerosos componentes, baixos custos de reparo e manutenção, e sua grande adequação para o acoplamento de carrocerias e estruturas.

No Brasil, a aposta é que os novos veículos sejam apresentados na Fenatran de 2019. No entanto, a agitação nas redes sociais é com relação à frustação de o caminhão ter sido apresentado primeiro no mercado vizinho, em vez de no Brasil, que é o maior mercado de veículos comerciais da marca.

Uma das razões nos leva a crer que é o fato do caminhão ser importado na Argentina o faz com que o lançamento seja mais ágil, enquanto que no Brasil a marca tem que preparar a fábrica para receber à produção e isso demanda tempo e maiores investimentos.

E para o Brasil?

Segundo Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing da Mercedes-Benz do Brasil, o New Actros argentino é importado da Alemanha, porque às características do país vizinho remetem às da Europa e por essa razão o caminhão se adaptará bem.

No Brasil, por causa de suas particularidades rodoviárias e para evitar o erro cometido no passado com a importação da primeira geração do caminhão por aqui em 2010, o novo Actros terá fabricação local e a marca estima que isso aconteça em 2022, com a chegada da Euro 6 – pelo menos essa é a previsão dada pelo executivo da Mercedes-Benz.

No entanto, ainda há comentários nos bastidores que o novo caminhão poderá chegar até a Fenatran de 2019, mesmo porque, no Brasil, os atuais modelos Actros e Axor já estão bem maduros. E será um desafio mantê-los até 2022.