A Autotrac, empresa especializada em monitoramento e rastreamento de veículos, que faturou R$ 180 milhões em 2002, tem uma meta para alcançar até 2008: dobrar o número de aparelhos vendidos para os autônomos, ou seja, das atuais 10 mil unidades por ano para 20 mil, e conquistar 25% desse mercado. De acordo com o tricampeão de Fórmula 1 e sócio majoritário da empresa, Nelson Piquet, o principal objetivo da Autotrac é reforçar sua presença entre os cerca de 400 mil motoristas autônomos existentes no país. “Esse é um pedaço do mercado que ainda permanece praticamente inexplorado”, afirma. Para isso, a empresa desenvolveu um modelo de negócio batizado como Projeto Sula Miranda. Através de um web site, a transportadora que já é cliente da Autotrac, inclui um veículo de um autônomo entre aqueles a ser monitorado – o equipamento deve estar instalado no caminhão. Terminado o serviço temporário do profissional, o seu veículo é automaticamente excluído do rastreamento. O equipamento é vendido pela empresa aproximadamente pelo valor de 2.500 dólares, com pagamento facilitado. Apesar do valor ser considerado alto pelos carreteiros, Piquet acredita que as vantagens oferecidas pelo produto, como a redução no valor do seguro do caminhão, faça com que esses profissionais se animem e instalem o equipamento.