Marca com maior volume de emplacamento de caminhões pesados por três anos seguidos no Brasil, a Volvo credita o resultado principalmente à tecnologia de seus veículos e à reformulação aplicada à rede de concessionários

Embora todo o segmento de caminhões tenha sofrido forte retração em 2016, a Volvo começou 2017 destacando a liderança no segmento de pesados, ao encerrar 2016 com o maior número de unidades emplacadas. As versões da marca mais licenciadas no ano passado foram o FH 460 e o FH 560, pela terceira vez consecutiva, reforçou Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo no Brasil. Outro destaque da companhia está relacionado aos planos de manutenção, os quais, acrescentou Fedalto, estão presentes em 54% de todos os caminhões zero quilômetro da marca vendidos.

A linha de caminhões pesados Volvo comercializada atualmente no Brasil foi lançada em 2014 com a cabine um metro cúbico maior do que a anterior e um pacote de tecnologias já em uso na Europa. O I-See, por exemplo, é um sistema integrado à caixa de câmbio I-Shift que reconhece as estradas, tornando as trocas de marchas mais eficientes para melhorar o desempenho e reduzir o consumo de combustível.

Outra é o My Truck, aplicativo para smartphones que reproduz no aparelho muitas das funções exibidas no painel de instrumento do veículo. Assim, tanto o motorista quanto o transportadorpodem acessar informações do status do caminhão, mesmo à distância. Já o Dynafleet é um sistema de gerenciamento de frotas que possibilita a geração de relatórios de desempenho, tais como perfil de condução e consumo de combustível de cada motorista, inclusive ranquear o desempenho do profissional ao volante do caminhão.

O Dynafleet permite a geração de relatórios de condução, consumo de combustíve e desempenho do veículo e do estilo de condução do motorista

“Trouxemos o que há de mais moderno, e estamos uma geração à frente dos nossos concorrentes”, disse o presidente do Grupo Volvo América Latina, Wilson Lirmann, acrescentando que a empresa tem 1.500 caminhões conectados rodando no Brasil.

O presidente do Grupo na América Latina, Wilson Linermann, destaca a conectividade como um dos pontos fortes dos veículos dos caminhões da Volvo

A conectividade é tida hoje como uma importante ferramenta com capacidade para agilizar toda a cadeira do transporte, inclusive para os fabricantes de caminhões atenderem seus clientes com maior eficiência e rapidez. “Vamos poder resolver cada vez mais os problemas dos transportadores”, reforçou Lirmann, acrescentando que a indústria vai passar por inovações e que a Volvo está preparada para o futuro.

Fábrica da Volvo, em Curitiba/PR, onde são produzidos caminhões FH, FM, FMX e VM, receberá investimentos para se manter atualizada

Ainda de acordo com o executivo, os investimentos feitos pela empresa nos últimos anos na sua rede de concessionários foram fundamentais para que a marca apresentasse esse desempenho. A reformulação na rede resultou em casas maiores com melhor localização, técnicos e mecatrônicos capacitados para prestar atendimento aos caminhões. As novas estruturas incluem também espaço para os carreteiros.

Lirmann disse ainda que a Volvo está preparada para crescer em 2017, e que a empresa receberá investimento de 1 bilhão de reais nos próximos três anos. Ele detalhou que 90% desse total serão aplicados na fábrica de Curitiba e ampliação da rede no Brasil, enquanto os 10% restantes vão para o Chile. Com o aporte, o país andino passará a ter sete 11 concessionárias Volvo. Atualmente são sete em operação.

Já em relação ao comportamento do mercado de caminhões para este ano, Lirmann lembra que há sinais apontando para uma retomada da economia, e cita exemplos como a redução da taxa de juros, dos custos e também da supersafra que se encontra em processo de colheita. Em sua opinião, a retomada virá de setores vinculados ao agronegócio, considerado o carro-chefe no Brasil. Ele lembrou que o setor de papel e celulose também estão indo bem no País.

Ainda sobre o mercado de caminhões em 2017, o executivo disse que a Volvo trabalha com a expectativa de um crescimento de 10%, mas não descarta a possibilidade deste percentual ser um pouco maior. Conforme disse, independente do desempenho do mercado, um dos objetivos é manter a liderança da marca no segmento de pesados.  “O ano de 2016 foi difícil, mas conseguimos equilibrar nossos resultados na região, crescemos no Brasil e na América Latina. Fizemos a lição de casa”, concluiu o executivo.