Por decisão da 11ª Vara Federal de Porto Alegre/RS, que deferiu parcialmente o pedido de liminar formulado pelo Ministério Público Federal em ação civil pública, a ANTV (Associação Nacional dos Transportadores de Veículos), que congrega as transportadoras do cartel do carro novo e o Sindicam (Sindicato Nacional dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Veículos), que reúne os cegonheiros que prestam serviço às transportadoras da ANTV, não poderão mais participar das negociações de frete. A partir de agora, deverão ser realizadas diretamente entre transportadora e a montadora. Segundo o autor da ação civil pública movida contra a ANTV, Sindican e General Motors do Brasil Ltda., o procurador da República Lafayete Josué Petter, “é escandaloso o valor que o consumidor paga pelo frete na compra de um carro novo, agora as montadoras estão livres para contratar as empresas que quiserem.” De acordo com a decisão, o Sindican não poderá mais representar a categoria dos cegonheiros – papel que deve ser desempenhado pelos sindicatos estaduais da respectiva categoria.