A linha Sprinter está completando 20 anos no mercado brasileiro, com o mérito de comemorar as vendas de 125 mil unidades desde sua introdução no mercado brasileiro, em 1997. O modelo chegou ao mercado brasileiro no País no final de 1993. Sua missão era a de substituir a família de comerciais leves MB 180, lançada, porém importada da Espanha desde o final de 1993.

De acordo com Werner Schaal, gerente sênior de marketing e vendas vans, da Mercedes-Benz do Brasil,  o País é o quinto maior mercado mundial da linha Sprinter. “O modelo se consolidou no segmento de 3,5 a 5 toneladas e entendemos que 2017 é um ano especial para a Sprinter no Brasil”, disse Schaal. No mundo, de acordo com ele, já foram vendidas mais de três milhões de unidades.

A família Sprinter é formada pelos modelos 313CDI Street (PBT de 3.500kg), 415 CDI (PBT de 3.880kg) e 515 CDI (PBT de 5.000kg). A linha oferece três opções de entre-eixos: curto (3.250mm), longo (4.325mm) e extra-longo (4.325mm). “Incluindo modelos, altura interna e outros itens, a oferta da família Sprinter supera 60 versões de configuração”, informou Schaal.

Ele destaca que a linha comercializada no Brasil é a mesma da Europa, isso porque o mercado merece esta atenção. Outro ponto que mostra a importância do modelo para a companhia é o Van Center, que atualmente conta com uma rede formada por sete lojas no País. “Temos equipe dedicada para a Sprinter e isso faz uma grande diferença”, acrescentou.

Pelos números de vendas, conforme lembrou, a linha Sprinter lidera o segmento com 34% de participação. Ele cita que no caso da versão chassi-cabine, a participação subiu de 9% em 2011 para 24% em 2016. “Esse resultado demonstra o potencial do produto”, salientou, acrescentando que o fato de os caminhões terem restrição de circulação nos grandes centros alavanca o mercado de veículos desta categoria. Atualmente, as vans de carga representam 40% do mercado; passageiros 60%.

Outro ponto cintado por Schaal é o crescimento continuo do e-commerce, devido ao aumento do uso da Internet. Isso se deve principalmente ao uso de dispositivos móveis, os quais, se projeta, são responsáveis por 75% do tráfego da Internet. E para 2017, 40% do faturamento do e-commerce serão por dispositivos móveis.

“Tudo isso traz um impacto para a Mercedes-Benz, porque a importância das cargas fracionadas está gerando um complexo desafio de logística. E para operar nesse cenário é preciso ter produtos para todas as necessidades”, disse.

Sua estimativa para o mercado em 2017 dos veículos na faixa de 3,5 até 5 toneladas é de crescimento. De acordo com ele, apesar de ser um ano desafiador, estima-se crescimento de 10 a 15% no chassi-cabine, de 5 a 10% do furgão, enquanto o mercado de vans deverá se manter praticamente inalterado.  “Nós, da Mercedes-Benz, podemos oferecer todas as variações que o mercado precisa e atendermos a todas as necessidades”, concluiu.

A linha atual, lançada no segundo semestre de 2016, tem avançadas tecnologias de segurança e conforto. A lista se estende desde o assistente de vento lateral farol de neblina com assistente direcional integrado e luzes de circulação diurna. As vans de passageiro na versão luxo ganharam bancos mais confortáveis.

Outros diferenciais da linha são o ESP Adaptativo ( programa eletrônico de estabilidade), que integra os sistemas ABS, ASR, BAS e EBD, freios a disco em todas as rodas, air bag para motorista (item de série) e acompanhantes da primeira fila; ar condicionado (de série ou opcional), rodas de liga leve (série ou opcional), piloto automático (série ou opcional), volante ajustável e multifuncional (rádio CD/MP3 com conexão bluetooth, SD Card e AUX-in, além de fechamento central das portas por controle remoto, vidros, travas e retrovisores elétricos e faróis de neblina com assistente direcional.

CHEGADA DO MB 180 NO MERCADO BRASILEIRO

A linha MB 180 no mercado brasileiro era disponibilizada em quatro modelos: chassi-cabine (com ou sem carroçaria) para 1.8 tonelada, furgão, para 1.6 e 1.8 tonelada e van com capacidade para o transporte de até pessoas.  Todos os modelos começaram a ser comercializados com garantia 12 meses sem limite de quilometragem.

Era equipada com motor OM 616 diesel de quatro cilindros, 2.4 litros e 75cv de potência. Era equipada com transmissão de cinco velocidades e a tração era nas rodas dianteiras. A suspensão dianteira era independente, amortecedores telescópicos e barra estabilizadora e molas parabólicas na traseira. Os pneus eram radiais de perfil baixo.

O modelo tinha preços na faixa de 24 a 28 mil dólares, dependendo do modelo e dos opcionais, e seus principais concorrentes no mercado brasileiro à época eram a Kombi (da Volkswagen), a picape Ceres e a van Besta (ambas da Kia Motors) e também importados e o Renault Trafic, trazido da argentina pela General Motors.

Na época, os profissionais da Mercedes-Benz viam um potencial no mercado brasileiro para vans, picapes e furgões na faixa acima de 1.5 tonelada. O que faltava era a oferta de veículos adequados, conforme se confirmou nos anos seguintes, inclusive abrindo mais espaço para a Sprinter, que chegou em 1997, já produzida na Argentina (JG).

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