Durante o seminário “Combustíveis, Lubrificantes e Aditivos: panorama automotivo do Brasil”, promovido pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva – um dos temas discutidos foi a aceitação do mercado pelos sistemas flex, com o consequente aumento do consumo interno de álcool, o desenvolvimento de novas tecnologias e os investimentos de entidades e do governo para aprimorar a qualidade dos combustíveis. De acordo com o coordenador da Comissão técnica de combustíveis, lubrificantes e aditivos da AEA e do evento, Francesco Palombo, o objetivo do seminário foi convocar os diversos segmentos para que apresentassem sugestões limpas, seguras e econômicas para o futuro dos transportes no Brasil. As estimativas apresentadas pela Única – União da Agroindústria Canavieira de São Paulo-, mostra que a frota de veículos flex, hoje estimada em 650 unidades, deve aumentar dez vezes nos próximos anos e o País pode e deve apostar no álcool, pois conta com estrutura para suportar a demanda interna e para aproveitar o consumo automotivo de países como Índia e Estados Unidos. Outra tecnologia que deve se expandir nos próximos anos é o GNV (Gás Natural Veicular), que se mostra um ótimo combustível alternativo. Diversos palestrantes defenderam também o uso parcial do biodiesel.