Os ruralistas, cansados da conveniência do Planalto e com as ações dos sem-terra em todo o País, decidiram adotar a medida denominada “operação tolerância zero”, que vai desde informantes para atuar dentro dos movimentos camponeses até ameaças de interromper a distribuição de alimentos. “O que a gente ouve dos proprietários é que ninguém aguenta mais e que não tem mais condição”, declarou o presidente nacional da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia. Segundo o presidente do PCR (Primeiro Comando Rural), Umberto Mano Sá, disse que a “animosidade” entre fazendeiros e sem-terra só tem aumentado e a “violência pode explodir a qualquer momento”. O presidente do Incra (Insitituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Marcelo Resende, disse que o governo criou a Comissão Especial de combate à Violência no Campo, para ajudar no problema dos conflitos agrários e que o Incra será responsável pela parte administrativa. O objetivo dos ruralistas é mostrar a indignação com a posição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a questão fundiária.