Os transportadores de cargas do Paraná começaram o ano comemorando o fim da CPMF, mas também recalculam os custos de produção e de serviços, em função dos aumentos determinados pelo governo nas taxas de financiamento bancário. Para o presidente do Setcepar (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná), Fernando Klein Nunes, o preço dos caminhões subiu para a linha de 2008, com aumentos de até 5 % dependendo do modelo. \”Todas as montadoras fizeram reajustes e com o aumento da demanda por transportes, devido ao aquecimento geral da economia, o transportador não pode adiar a compra de caminhões\”, explica.

Além disto, segundo ele, com o fim da CPMF e o aumento da carga tributária dos bancos e também da aplicação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) aos contratos de Finame, até então isentos deste tributo, aumentaram as tarifas bancárias de um modo geral. \”A taxa de leasing, por exemplo, que era de 1,10 % ao mês, hoje subiu para 1,30 % ao mês. O mesmo ocorreu com o Finame\”, disse Nunes.

O efeito cascata é previsível, pois o aumento nos custos gera reajuste nos fretes, que por sua vez são compensados pela indústria com aumento no preço dos produtos, repassados para o consumidor final, na ponta da cadeia produtiva. \”Desde o ano passado o valor dos fretes estava represado. Nossos custos aumentaram consideravelmente ao longo de 2008 e a demanda pelo transporte rodoviário também cresceu, o que nos força a reajustar nossos preços a partir de agora. Não há como segurarmos o aumento de frete\”, comenta o presidente do Setcepar.